Jovem busca consolidar carreira no voleibol profissional depois de quatro anos como praiana
Jovem Luisa embarca para o Kansas depois de quatro anos na base do Praia Clube. Foto: Arquivo Pessoal.
Aos 15 anos, a jovem ponteira Luisa tomou uma decisão que mudaria o rumo de sua vida: deixar Rio Verde, em Goiás, para jogar no Praia Clube, em Uberlândia. Inicialmente sozinha e, depois, acompanhada pela mãe, Luisa encontrou em 2023 no Praia Clube a estrutura e o suporte necessários para se desenvolver como atleta e, agora, dar o próximo passo de sua carreira: jogar e estudar Biologia na faculdade Seward Saints, na Universidade do Kansas, nos Estados Unidos.
O Praia Clube foi o cenário de amadurecimento técnico, tático e pessoal de Luisa. Ao chegar, a atleta deparou-se com uma rotina intensa de treinos diários e academia, além de compartilhar o espaço da antiga Arena G2 com as jogadoras profissionais, o que alimentava seu sonho de alcançar o alto nível.
Durante sua trajetória, Luisa jogou em múltiplas categorias, passando pelo sub-16, sub-17 e sub-19. Para a atleta, o desenvolvimento acelerado foi viabilizado não só pela estrutura que pertencia, mas também pelo treinador Amorival, que passou a maior parte do tempo a acompanhando. “Ele me ensinou tudo. Como esteve com o profissional também, ele entende muito. Eu aprendi muito sobre tática, técnica, tudo [com o Amorival]”, comenta a jovem, destacando que o técnico também é auxiliar no Dentil/Praia Clube.
Outra pessoa relevante para o processo foi o supervisor da modalidade, Anderson Souza. Para Luisa, o papel do profissional focava mais na postura mental da atleta. “Ele já me deu umas broncas que me fez acordar e falar: ‘Poxa, verdade’”, relembra com sorriso no rosto.
Além disso, a parceria do Praia Clube com o Colégio Nacional permitiu que Luisa disputasse competições escolares relevantes, como os Jogos Escolares de Minas Gerais (JEMG). Foi nesse cenário que ela viveu seu momento mais marcante, após sofrer uma derrota na final de 2024 contra o Mackenzie (de Belo Horizonte), onde o ponto do título adversário foi um bloqueio em cima de um ataque de largada dela. “Depois disso eu fiquei muito mal, não conseguia nem treinar direito no Praia”, conta.
Sem desistir, a atleta continuou jogando até que reviveu a partida em 2025. “Eu estava sentindo o peso de ter que jogar de novo e passar perto daquilo de novo. E o último ponto foi um ponto meu de largada em cima delas. A gente se classificou para os Jogos da Juventude. Então foi muito importante para mim”, retoma.
A Transição para os Estados Unidos
A oportunidade de migrar para o esporte universitário dos Estados Unidos começou a se concretizar durante a Taça Paraná em 2024. No campeonato, a representante de uma agência de carreira esportiva entrou em contato com os pais de Luisa ao identificar que a ponteira possuía o perfil ideal para jogar no exterior.
A agência organizou os vídeos de jogo da atleta e iniciou os contatos com as instituições estadunidenses. “Até que a Sea Phages entrou em contato comigo e eu gostei muito de como eles funcionam porque é um College, que é menor e indicado para intercambistas. São dois anos, então provavelmente vou jogar todos os anos, o que também era uma coisa que eu procurava”, comenta.
Prestes a embarcar no dia 20 de julho, acompanhada pelos pais, que passarão as primeiras semanas com a jovem, Luisa expressa grande entusiasmo com a nova rotina. “Eu estou muito feliz, é muito diferente, outro mundo. Eu estou muito ansiosa para receber os uniformes, fazer as aulas em inglês, os treinos. Os campeonatos já começam duas semanas depois que eu chego e é um atrás do outro, então estou bem feliz”, destaca.
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